As metas do governo Baretta.

 
Fonte: Jornal O Farroupilha Política – Farroupilha, RS – 01/01/2009

Na manhã de ontem Ademir Baretta, 46 anos, concretizou seu sonho e assumiu o maior compromisso desde que iniciou suas atividades na vida pública. Vereador por três legislaturas e secretário de governo por três mandatos, foi eleito prefeito de Farroupilha nas eleições de outubro com 18.942 mil votos e tomou posse na manhã de ontem, quinta-feira, 1º, assumindo o compromisso de fazer “o melhor governo da história do município”. Em entrevista à reportagem do jornal O Farroupilha, Baretta, fala das metas de sua gestão, principalmente para 2009, da criação de mil empregos ligados ao turismo e da contratação dos Cargos de Confiança. Ressalta medidas que vão dar início às atividades do Executivo, como o asfaltamento da Barão do Rio Branco e o debate sobre o estacionamento rotativo na área central na cidade. Reforça seu compromisso com o ser humano e enfatiza o que vai diferir sua administração da de Bolivar Pasqual. Acompanhe, na íntegra, nesta e na próxima página, a entrevista com o novo prefeito do município, Ademir Baretta

O asfaltamento da Barão do Rio Branco o senhor já disse que será uma questão primordial de seu primeiro ano de governo. Além desta, quais serão as principais metas para 2009?

Ademir Baretta: Mantendo as características do PMDB, do PP e do atual governo, os grandes investimentos e as grandes obras serão voltadas ao ser humano. Na área da Educação, num primeiro momento, já em cinco de janeiro vamos iniciar a ampliação da Escola Antônio Minella. Ainda em janeiro, logo no início do mês vamos lançar um edital para contratar a empresa para construção de dois novos postos de saúde. O Posto de Saúde do Monte Pasqual e o do Cruzeiro onde vão atender mais duas equipes de Posto de Saúde da Família (PSF). Na área da Habitação estamos com programas vinculados à Caixa para dar segmento à construção de casas. Na área de Obras, Serviços Públicos e Trânsito vamos iniciar o processo licitatório para a pavimentação da Rio Branco e também, até o dia 15, sentarmos com as entidades para discutir o projeto que temos praticamente pronto para implantação da estacionamento rotativo na área central. Essas são as obras iniciais, mas reafirmo que a Saúde, Educação, geração de empregos, a Habitação e a Assistência Social vão receber recursos como receberam nos dois governos do prefeito Pasqual.

O que o senhor pode adiantar em relação a este projeto que trata do estacionamento rotativo?

Ademir Baretta: Nós temos uma proposta que abrange desde o número de vagas, forma de utilização, tempo de carência e a própria delimitação do espaço. Vamos levar às entidades para discussão, vamos discutir com a Câmara da Vereadores para que posteriormente possamos encaminhá-lo para o Legislativo. Continua aquele compromisso com a comunidade de implantá-lo no primeiro trimestre deste ano.

Em campanha o senhor sempre afirmou que seria a continuação do governo Pasqual, mas se tratam de pessoas diferentes. Apesar de manter a ideologia, algumas características pessoais podem diferir a sua maneira de administrar o município. Qual será a diferença do seu governo em relação ao de Bolivar Pasqual?
Ademir Baretta: A forma de conduzir e a forma de discutir são características próprias de cada um dos governantes. Pasqual tinha uma linha de ação vinculada ao nosso partido (PMDB) e continuarei tendo. Por isso é que estamos falando em sequência de governo, em compromissos prioritários: o ser humano em primeiro lugar. Pasqual tinha esse compromisso e eu terei esse compromisso. Agora, as formas de conduzir esses compromissos é que serão diferentes. Pasqual tem uma característica, tem um carisma político incomparável. Tenho certeza de que ele ficará registrado na história de Farroupilha como um dos melhores prefeitos e o mais carismático de todos. Tenho características diferentes, sou mais reservado, mas um pouco mais arroja do na forma de programar ações. A equipe que vai trabalhar conosco está 100% afinada e assim vamos implementar nosso programa de governo de uma forma um pouco diferente do que Pasqual conduzia o Executivo.

Outra situação citada em campanha era a criação de um conselho político. Ele foi criado e será ouvido em sua administração?
Ademir Baretta: O Conselho político já está sendo chamado, fizemos um chamamento aos partidos coligados para que indicassem dois representantes para compor um conselho político. Condição número 1: não podendo estar vinculado ao Executivo, não pode ser funcionário de carreira nem Cargo em Comissão. Tem que estar totalmente isento ao poder público e que num primeiro momento vamos discutir a criação de Secretaria do Meio Ambiente e a própria forma de encaminhamento da não incidência da contribuição de melhorias sobre a pavimentação da Barão do Rio Branco e o próprio estacionamento rotativo. O Conselho não vai nortear as ações de governo, mas vai trazer alguns balizadores de quem tem a visão de fora do governo para que possamos corrigir possíveis distorções ou equívocos. Vai ser um fiscalizador externo.

Como vai ser a agenda do prefeito? O senhor já tem traçado seu dia-a-dia na prefeitura?

Ademir Baretta: Acabamos, eu e o Feltrin, adotando um discurso na campanha de que temos de ouvir, entender, conhecer para depois nos posicionar. É evidente que não conheço tudo, nenhum secretário conhece tudo. Portanto e fundamental que haja reuniões periódicas para interagir, para trocar idéias e aprender o conjunto da administração. No primeiro momento vai acontecer um número maior de reuniões, posteriormente um número menor. Vamos criar uma agenda própria e nos primeiros 30 dias não deverá ter agendamento. Vamos abrir as portas do gabinete e todas as pessoas que quiserem terão acesso, principalmente, para conhecer o gabinete e conversar com o prefeito. Claro que depois vamos implementar uma agenda e determinar um dia ou um turno semanal para atender a comunidade. Vamos implantar um sistema novo de atendimeno, onde prioritariamente os assuntos relacionados a cada pasta serão tratados pelo secretário. Eles terão autonomia e irá ocorrer uma centralização do poder no gabinete do prefeito.

Teoricamente o município teria um orçamento de R$ 400 milhões para os quatro anos de mandato. Desse valor o que o senhor estima que será empregado em investimentos? Além desse dinheiro, o que se espera de recursos captados com os governos estadual e federal?
Ademir Baretta: Estamos trabalhando, já tive a oportunidade de ir três vezes à Brasília, e o objetivo para viabilizar algumas obras é obter emendas parlamentares. Nós não divulgamos para a imprensa, mas nós já tivemos a visita em Farroupilha de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) que vieram para conhecer a nossa realidade, as nossas necessidades. Condicionamos a vinda deles aqui porque estamos trabalhando com um projeto na ordem de R$ 17 milhões para investimento em programas estruturantes. Esse é o grande projeto para buscarmos recursos a longo prazo que só é possível porque o prefeito Pasqual está nos entregando uma prefeitura saneada e com capacidade de endividamento. A fora isso estamos trabalhando com a possibilidade de neste ano ter alguma coisa em torno de R$ 1 milhão em emendas parlamentares para podermos fazer frente a algumas obras de atrativo turístico, de ampliação da rede de saúde pública, da rede de escolas públicas e também de pavimentação e infra-estrutura de mobilidade urbana para podermos atender, especialmente, essa questão de transporte coletivo.


E dos R$ 400 milhões que a prefeitura teria em quatro anos, baseado no orçamento de R$ 98 milhões previsto para 2009. Quando será empregado em investimentos?

Ademir Baretta: Desse valor nós estamos trabalhando com a idéia de podermos investir um mínimo de 10% em obras. Se tu começar a olhar e somar as obras de pavimentação, ampliação de escolas, construção de postos de saúde, valores destinados ao Hospital São Carlos e que se transformaram em obras, com certeza, bem mais do que 10% foram investidos em obras. Estamos criando um departamento de planejamento e elaboração de projetos para busca de recursos externos dando um “plus” nas obras que é o que a comunidade espera.

Seu plano de governo divulgado em campanha prevê a criação de mil empregos no turismo por cada ano de mandato. Aonde serão criadas estas vagas e quais são as principais metas para a pasta em 2009?

Ademir Baretta: Essas mil vagas são criadas com a iniciativa privada a partir de apoios que o município vai dar. A partir da formação da mão-de-obra com cursos profissionalizantes em parceria com o sistema dos “quatro esses” (SESC, SENAC, SENAI e SEBRAE) e também cursos promovidos pela Assistência Social. A partir dessa capacitação essas pessoas ingressam no mercado de trabalho e com a parceria com o setor privado é que nos vamos gerar esses empregos. Na área do turismo nós temos hoje dois milhões e seiscentos, dois milhões e setecentos mil turistas que vêm para Farroupilha dirigidos ao turismo religioso e de compras. No primeiro momento vamos investir no embelezamento da nossa cidade, criar uma marca de embelezamento para que possamos mostrar um atrativo para que esses turistas entrem em nossa cidade. Afora isso, um dos primeiros contatos que tivemos no Ministério do Turismo, estamos trabalhando na criação de um projeto para a terceira via da Rodovia dos Romeiros que vai a Caravaggio facilitando, especialmente, nos dias de grandes romarias tendo um espaço destinado aos ciclistas, romeiros e a veículos sem expô-los aos riscos que existe hoje.

Como vai ser a atuação de Fernando Tecchio, ex-secretário de Turismo de Carlos Barbosa, em sua equipe de governo?
Ademir Baretta: No governo Pasqual nos centramos todas as ações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo no desenvolvimento econômico. Geramos emprego através do incentivo a empresas com a doação de áreas de terra, dentre várias ações. Agora a Secretaria continua sob o comando de Silvio Chies, prioritariamente na geração de empregos. Mas nós vamos abrir um pouco o leque direcionando algumas ações para o turismo. A indicação do Fernando Tecchio veio do Partido Progressista (PP) e teve o meu consentimento para que tenha como sua primeira tarefa fazer um diagnóstico e apresentar sugestões para que possamos redirecionar as ações e fazer com que o turismo tenha o mesmo tratamento que os demais setores na prefeitura.

Seu plano de governo cita ainda a criação de um grande centro cultural e a criação de uma grande praça na área central. Essas propostas se concretizam no primeiro ano de mandato? Já existe uma previsão de onde eles serão construídos?
Ademir Baretta: Nós temos quatro anos para trabalhar o programa de governo. Sabemos que dificilmente vamos implementar 100% porque vão surgir outras situações que não estão contempladas e que passarão a ser prioritárias e necessárias. A praça, o investimento em lazer e turismo nós não abrimos mão. Durante o nosso período de governo essa praça será construída na área central. Vamos partir com a reforma da Praça da Matriz e posteriormente com a construção de uma grande praça que deverá ser junto ao Largo Carlos Fetter, onde também deverá ser contemplado um espaço cultural para Farroupilha.

Em recente audiência pública na Câmara de Vereadores, MOCOVI e Brigada Militar afirmaram terem cessado os pedidos de apoio do governo do Estado e que as soluções para Segurança Pública estão em uma esfera local. Sua gestão vai aumentar o apoio à Segurança?
Ademir Baretta: Segurança é um direito do cidadão e um dever do Estado. Isso é constitucional. Sabemos que sempre que o Estado é omisso o ente público mais próximo é o município. Não consigo cobrar do presidente da República, do governo do Estado, mas eu consigo cobrar do prefeito. Assim o município acaba assumindo atribuições que não são de sua competência. Vamos manter as parcerias que o governo Pasqual implementou. Já criamos uma fonte de renda do MOCOVI, uma participação do IPVA de todos os veículos emplacados em Farroupilha e estamos, juntamente com a Secretaria de Administração estudando uma fórmula para encontrar recursos e destiná-los ao MOCOVI com a regularidade necessária que hoje o município tem. Somos referência em área de Saúde, Educação, Habitação e também em Segurança. É evidente que na Segurança a gente nunca faz o suficiente. Quando falarmos em escola pública, atendemos uma parcela da população. Quando falarmos em Saúde Pública, atendemos uma parcela da população. Agora, quando falarmos em Segurança, essa é uma obrigação que o Estado tem com toda população e não com apenas uma parcela. Cem por cento da população querem segurança e sensação de segurança. Os equipamentos que o município disponibilizou, através do MOCOVI, permitiram que a sociedade tivesse um pouco mais de segurança e sensação de segurança. Temos que avançar e vamos avançar.

A crise financeira que assola a economia mundial não teve reflexos significativos no município como em outras localidades. O senhor acredita que ela vá atingir Farroupilha? Se atingir pretende agir?

Ademir Baretta: Quanto mais nós falarmos em crise, pela posição e pela credibilidade que nós temos, mais as pessoas vão acreditar nela. O importante é não propagarmos essa crise. Se trabalharmos um pouco mais temos condições de minimizar o impacto dessa recessão. Farroupilha não deverá se ressentir, mas como participamos de um bolo orçamentário estadual, cada município que sofrer um pouco com a crise vai acabar refletindo em Farroupilha. É evidente que poderão vir alguns pequenos cortes de orçamento para no adequarmos à uma realidade. Preferimos acreditar e incutir na mente de cada um dos colaboradores de nossa equipe de que se colocarmos um pouquinho mais de criatividade e trabalho vamos fazer com que essa crise psicológica tenha menos impacto.


 

 

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